Thais Guaraná

Para que você quer viver mais?

No meu caso, a resposta para essa pergunta exigiu uma reflexão sobre o que realmente fazia sentido e como eu poderia atuar em prol de uma vida mais longa, e com qualidade. Foi assim que abracei a Medicina do Estilo de Vida (MEV).

A MEV considera a pessoa como um indivíduo inserido em uma cultura, um ser repleto de potenciais, limitações e hábitos. Nesse contexto, nem sempre o medicamento de ponta garante o sentir-se, de fato, bem. Por isso a importância de uma abordagem multidisciplinar, adequando teoria à realidade de cada pessoa, com um protocolo de mudança de hábitos, acompanhado de perto por profissionais.

Há algum tempo que a ciência nos mostra que comportamentos têm potencial para causar ou curar doenças. E isso está em linha com os 6 pilares da MEV – alimentação saudável, atividade física regular, controle e gerenciamento do estresse, superação do abuso de eletrônicos, tabaco e álcool, resgate do sono restaurador e construção de uma rede de relacionamentos saudáveis. Essa saúde comportamental passou a nortear minha vida.

Para chegar até aqui, assumi compromissos comigo. Pratico esportes, levo diariamente comigo minha marmita saudável, que eu mesma preparo para o trabalho, utilizo a psicoterapia como forma de gerenciamento da vida e do estresse e pratico higiene do sono, meu maior desafio. No aspecto profissional, foi fundamental entender que sou uma profissional da saúde, não da doença e que cuido de pessoas, não de sintomas.

Formação

  • Certificação Internacional em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine – ACML

  • Membro titular do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida

  • Certificação em ferramentas para mudança do Estilo de Vida pela Harvard Medical School e American College of Lifestyle Medicine

  • Especialista em Hepatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)

  • Especialista em Gastroenterologia e membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG)

  • Mestre em Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

  • Residência Médica em Clínica Médica e Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

Tenho mais de 20 anos de carreira. Comecei como médica do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, na adrenalina de lidar com urgências relacionados ao sistema digestivo. Foram 7 anos em um ambiente em que aprendi muito sobre respeito e comprometimento. Saí da corporação direto para sala de aula. Na Universidade Federal Fluminense, sou professora e na área de Gastroenterologia, Hepatologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Universitário Antônio Pedro.

Os casos diários que chegam até mim, pelo Sistema Único de Saúde e também na clínica privada, reforçam os dados que indicam que vivemos uma epidemia de doenças metabólicas – como obesidade e diabetes, que são agravadas pelos maus hábitos

A esteatose hepática, por exemplo, a conhecida gordura no fígado, já atinge 30% da população mundial. Apesar das estatísticas desanimadoras de crescimento destas doenças, acredito estarmos em uma importante fase de mudança de conceitos. Os acontecimentos dos últimos tempos nos levaram a considerar outras direções. Cada vez mais perdem sentido estilos de vida que nos aproximam da doença em vez da saúde. As novas gerações, com seus comportamentos e demandas, estão nos mostrando, por exemplo, que não ter tempo para nada já não é sinônimo de sucesso. E isso é um grande passo.

Muito tem que ser feito. Esse é um trabalho em parceria que podemos começar já, juntos. A receita é cuidar antes que adoeça.

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